segunda-feira, 11 de abril de 2011

Ensaio Aberto

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Imagens um dos exercícios feitos em 11 de abril (penúltimo dia do intercâmbio)




Intercâmbio penúltimo dia de atividades na Terreira da Tribo

Intercâmbio penúltimo dia de atividades na Terreira da Tribo

Sonoplastia


Tínhamos que criar um improviso em que a ênfase fosse a SONOPLASTIA, sendo o tema a palavra “parto”. O grupo proposto por marco (Clowns de Shakespeare) era formado por Camile (Clowns de Shakespeare), Paula, Roberto e Renan (Ói Nóis...), mesmo sendo um improviso livre, lemos o texto. Daí em diante as ideias começaram a chegar e eram muitas. Como por exemplo, usarmos uma cadeira coberta de panos e um de nós sair por debaixo dela. Mas, preferíamos dar ênfase no corpo do ator. Então chegamos à cena escolhendo Tambor, Harmônico e voz como instrumentos dessa Sonoplastia.


Instrumento: Tambor e Harmônico e voz. Adereço: Uma máscara de Boi e duas máscaras de mulheres.


Duas mulheres em frente a uma entidade (um homem boi). Ouve-se o harmônico e depois de alguns segundos entra o som do tambor tocado por essa entidade. Junto com a batida do tambor as mulheres começam a gemer. Estabelece-se uma relação sexual entre elas e a entidade. Conforme a batida do tambor acelerava, os sons produzidos pelas mulheres e pelo harmônico também. Quando a energia chega ao ápice, as mulheres vão ao chão e o harmônico para. Ficando apenas o tambor. A entidade começa a circular as mulheres, elas agora começam a dançar, se relacionam e criam imagens. A entidade então vai para trás das mulheres, uma senta nos ombros da outra que a levanta criando uma imagem de totem. A entidade volta a circular e do meio das pernas das mulheres nasce uma criança. Os sons das mulheres durante o nascimento são muito semelhantes aos do ato sexual, porém com mais dor. A entidade para na frente da criança e fixa seus olhos nela. As mulheres cantam: "Boi, boi boi. Boi da cara preta, pega esse menino que tem medo de careta". Silêncio.

Improviso do Grupo I do dia 9 de abril

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domingo, 10 de abril de 2011

De um olhar solitário do outro Rio Grande

Por decorrência de outros compromissos profissionais, acabei impedido de ir a Porto Alegre participar desta primeira etapa da troca com o Ói Nóis... De Natal, ando acompanhando tudo o que vem sendo postado no blog, triste e com uma boa inveja dos meus companheiros que estão nesta troca tão desejada por nós, em especial por mim e pela Taninha, de onde começou essa vontade de tocarmos um projeto juntos.

Dia a dia tenho lido e assistido o que se passa em Porto Alegre, e por já conhecer muito bem a nossa prática, vou tentando fazer uma leitura à distância do que vem acontecendo, do quanto estamos crescendo com essa troca com nossos pares gaúchos. Os relatos mais recentes, em especial, têm apontado caminhos muito bonitos desse encontro entre Rios Grandes.

No entanto, outra reflexão acompanha cada novo post que leio/vejo: se não estou enganado, não tivemos nenhum comentário até agora neste blog. Disto, muitos questionamentos povoam a minha mente: a quem realmente interessa essa troca que estamos fazendo? Como fazer com que essa riqueza de conhecimento construído possa ultrapassar as paredes da Terreira e do Barracão Clowns? Por que me pego questionando o porquê da aparente falta de interesse das outras pessoas, se eu mesmo não tenho entrado nos blogs dos outros projetos do Rumos, vários deles de parceiros muito próximos como o Bagaceira, Cia. Brasileira, Magiluth, e tantos outros?

De tudo isso, acho que o que urge é a necessidade de conhecermos realmente mais proximamente a prática do outro - e não falo apenas desses grupos contemplados pelo Rumos - e, a partir daí, nos lançarmos a buscar um nível de intercâmbio e inter-relações que até agora não conseguimos. O encontro de agosto em São Paulo com certeza será muito rico nesse sentido, mas ainda assim é pontual e é preciso existir um limite da atuação do Itaú Cultural; a partir de certo ponto, a responsabilidade deve ser nossa!

Em meio à ressaca que ainda insiste em nos consumir desde a catástrofe soteropolitana do Redemoinho, acredito que esse caminho de aproximação pela nossa ética, pelas nossas poéticas, e pelos nossos sonhos, precisa ser trilhado...

Enfim, reflexões de um clown que, longe do furacão das belas trocas portoalegrenses, fica à distância tentando contribuir de alguma forma...

Merda, queridos!

Improvisos terceiro dia de intercâmbio (domingo, 10 de abril)

No terceiro dia de intercâmbio (10 de abril), Marco nos propôs, a partir do texto JOGO-MEDEIA, improvisos que tinham ênfase em três aspectos diferentes:
1 – Narração (Marta e Clélio)
2 – Sonoplastia (Paula, Camile, Roberto e Renan)
3 – Música / canção já existente (Tânia, Renata, César, Paulo e Eugênio)

Sobre o improviso que dá ênfase na NARRAÇÃO...

Elementos utilizados:
novelo de lã vermelha, duas tesouras

Instrumento: gaita

Figurinos: duas togas pretas, terno preto, vestido branco manchado de sangue

Descrição:
Os narradores que contam essa história são máscaras mortuárias: Máscara Mortuária Masculina (MMM) e Máscara Mortuária Feminina (MMF).
O público se espalha pelo espaço numa arena. A MMM entra no espaço cênico vestindo uma toga preta e tocando gaita. A MMF entra vestindo uma toga preta e traz um novelo de lã vermelha. Ao som da gaita, vai desenrolando a lã, que é segurada pelos espectadores, de forma que surge a imagem de uma teia vermelha. Fala cantando: Da teia desce uma cama que é disposta ao alto. Duas figuras de mulher com máscaras mortuárias trazem uma rapariga para o palco e colocam-na de costas para a cama. Vestem a noiva. Atam-na à cama com o cinto do vestido de noiva. Segurando o novelo de lã, pára em frente à MMM, que canta: Duas figuras de homem com máscaras mortuárias trazem o noivo e colocam-no de frente para a noiva. Ele faz o pino, anda com as mãos no chão, faz a roda à frente dela, etc.. E em silêncio ele diz: ela ri sem se ouvir. Continuando com a gaita: Ele rasga o vestido da noiva e toma posição encostado a ela.
Os dois se olham, a gaita pára, ambos dizem: Projecção: Sexo. Largam a gaita e o novelo no chão, tiram suas togas, revelam o figurino de noivo (terno) e noiva (vestido branco manchado de sangue). Começam a andar em círculo, desmanchando a teia e cantando: Com os farrapos do vestido de noiva as máscaras mortuárias masculinas amarram as mãos, as máscaras mortuárias femininas os pés da noiva à cama. Param.
Cada um retira de sua roupa uma tesoura, com a qual cortarão a lã. À medida que o movimento vai ficando mais frenético, o som repetido O resto serve de mordaça vai ficando mais claro. Olham-se por entre as tesouras. MMM arranca da MMF a tesoura e começa a fazer barulho cortando o ar, no mesmo tempo em que fala Enquanto o homem, diante do público (feminino) faz o pino, anda com as mãos no chão, faz a roda à frente dela, etc., a barriga da mulher incha até rebentar. A MMF, enquanto isso, recolhe do chão a lã picotada e a coloca em sua barriga.
Os dois se olham, ele vai até ela, dizem Projecção: Parto e ele joga as tesouras no colo dela, que se encontra no chão em posição de parto. Começa uma respiração ofegante da MMF, seguida pela gaita tocada pela MMM. Em seguida, de forma ofegante e rápida, a MMF diz: As máscaras mortuárias femininas tiram da barriga da mulher uma criança, desamarram-lhe as mãos, põem-lhe o filho nos braços. Ao mesmo tempo, as máscaras mortuárias masculinas carregam de tal modo com armas o homem que ele já só consegue andar de gatas.
Os dois se olham e num tom desanimado, dizem Projecção: Morte. Enquanto a MMM toca a gaita e conta o fim da história (A mulher arranca o rosto, desmembra a criança e lança os pedaços na direcção do homem. Da teia caem sobre o homem escombros membros entranhas), a MMF retira de sua barriga os restos de lã e os joga para o público, cantando timidamente uma melodia.

Improvisações do dia 10 de abril - Conexão Música da Cena - POA

Improvisação Conexão Música da Cena - Intercâmbio Ói Noís Aqui Traveiz e Clowns de Shakespeare 9 de abril

Conexão Música da Cena - Improvisação do Intercâmbio de Ói Noís Aqui Traveiz e Clowns de Shakespeare dia 9 de abril

Conexão Música Da Cena - Improvisação Intercâmbio de Ói Noís Aqui Traveiz e Clowns de Shakespeare

Descrição do grupo 2 sobre improvisos

Dia 9 de abril - segundo dia de encontro em Porto Alegre

Grupo 2 - Projecção: Sexo (membros do grupo: Tânia, Renata, Clélio e Marta)
Descrição do próprio grupo sobre o seu improviso
Elementos: pano de malha cor carne
Mostra o sexo como jogo de dominação, imposto pelo homem.
Imagem 1 - Carne (anterior ao homem). Sons carnais, gemidos, respirações com diferentes frequências. O som que rompe com isso é masculino.
Imagem 2 - Homem e mulher animais. Relação de caça e caçador. Mulher faz som de animal acuado.
Imagem 3 - Homem e mulher. Som de rompimento dá início à perseguição. Corrida em círculo. Enquanto o pano cor de carne prende a mulher, que tenta inutilmente fugir, o som da perseguição tem andamento contínuo (A A A A) sem emoção.
Imagem 4 - Beijo de possessão. Suspensão do som.
Imagem 5 - Rejeição.
Imagem 6 - Repetição. Outra mulher é possuída, mas é como se fosse a mesma.
Imagem 7 - Buceta dilacerada. Consumação do sexo como se possessão. Grito mudo. Som do tecido batendo, como som do sexo.

Descrição do grupo 2 sobre o improviso do grupo 3 (Marco, Paula, César e Roberto)
Projecção: Morte
Chama da vela como símbolo da vida. Brinde da morte. Música do metalofone meio tétrica, que mostra uma vida sem graça / morte na via / vida já projectando a morte. Sons do metalofone e da sanfona são distintos. A sanfona tem um som invernal. O ser que vem brindar, envolto em um tubo vermelho, é uma espécie de centopeia da morte. Vários braços como a morte com vários rostos/caras.

JOGO-MEDEIA

No primeiro dia de intercâmbio, Marco pediu para o Ói Nóis escolher um conto com o qual trabalharíamos nos próximos dias de intercâmbio. O texto que a Tribo escolheu foi JOGO-MEDEIA de Heiner Müller.

JOGO-MEDEIA

Da teia desce uma cama que é disposta ao alto. Duas figuras de mulher com máscaras mortuárias trazem uma rapariga para o palco e colocam-na de costas para a cama. Vestem a noiva. Atam-na à cama com o cinto do vestido de noiva. Duas figuras de homem com máscaras mortuárias trazem o noivo e colocam-no de frente para a noiva. Ele faz o pino, anda com as mãos no chão, faz a roda à frente dela, etc.; ela ri sem se ouvir. Ele rasga o vestido da noiva e toma posição encostado a ela. Projecção: Sexo. Com os farrapos do vestido de noiva as máscaras mortuárias masculinas amarram as mãos, as máscaras mortuárias femininas os pés da noiva á cama. O resto serve de mordaça. Enquanto o homem, diante do público (feminino) faz o pino, anda com as mãos no chão, faz a roda à frente dela, etc., a barriga da mulher incha até rebentar. Projecção: Parto. As máscaras mortuárias femininas tiram da barriga da mulher uma criança, desamarram-lhe as mãos, põem-lhe o filho nos braços. Ao mesmo tempo, as máscaras mortuárias masculinas carregam de tal modo com armas o homem que ele já só consegue andar de gatas. Projecção: Morte. A mulher arranca o rosto, desmembra a criança e lança os pedaços na direcção do homem. Da teia caem sobre o homem escombros membros entranhas.

Descrição do improviso do 2° encontro - Projecção: Morte

Elemento musicais usados

Sanfona, metalofone, vocalização (On...), taças e pés


Elementos de cena

Vela e taças


Ações

Acender, falar, tocar, andar, vocalizar, brindar, cobrir e apagar


Estrutura de ações

1- Acender a vela

2- Falar o texto

3- Tocar o metalofone

4- Tempo

5- Começar a tocar a sanfona e a vocalizar

6- Começa a andar.

7- Surge a morte

8- Aproxima-se de quem toca o metalofone

9- A morte brinda. 10- A morte cobri o tocador do metalofone.

11- Com a taça a morte apagar a vela.

12- A morte volta e olha para frente.

13- Da sanfona produz o vento.


Improviso

O homem acende a vela, senta e anuncia. – Projeção, morte. Começa a tocar o mertalofone. (DURANTE UM TEMPO OUVE-SE SÓ O METALOFONE). Percebe-se o som de uma sanfona e vocalizações. Quando de trás da cortina aparece a morte. Um ser vermelho com seis pernas e seis braços. Em três das seis mãos ele traz taças. Ele vai em direção ao tocador de metalofone e para nas costas dele. De repente a sanfona e a vocalização param e a morte brinda. Abaixa-se cobrindo o tocador de metalofone e cobre a vela com a taça. Essa vai se apagando lentamente. A morte se levanta e o tocador de metalofone morre. Silêncio. Ouve-se o som do vento produzido pela sanfona.


sábado, 9 de abril de 2011

Descrição do improviso do encontro dia 9 de abril - Projecção: Parto

Seminário Música da Cena na Terreira da Tribo

https://picasaweb.google.com/113561452459707067725/SeminarioMusicaDaCena2011PortoAlegre?feat=directlink Seleção de fotos do Seminário Música da Cena, que faz parte do projeto Conexão Música da Cena (intercâmbio entre Clowns de Shakespeare e Tribo de Atuadores Ói Noís Aqui Traveiz).

2º dia Seminário A Música da Cena (ensaio aberto O Capitão e a Sereia, do Clowns)

2º dia Seminário A Música da Cena (ensaio aberto O Capitão e a Sereia, do Clowns)

2º dia Seminário A Música da Cena (ensaio aberto O Capitão e a Sereia, do Clowns)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Seminário Música da Cena e atividade do intercambio com o Grupo Clowns d...

Atividades do intercâmbio entre Clowns e Ói Nóis

Edição de vídeo Oficina A música da cena: princípios da atuação polifônica para o ator e o músico

Oficina A música da cena: princípios da atuação polifônica para o ator e o músico

Oficina A música da cena: princípios da atuação polifônica para o ator e o músico - 2º encontro






Oficina A música da cena: princípios da atuação polifônica para o ator e o músico

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quinta-feira, 7 de abril de 2011

2º dia Seminário A Música da Cena (ensaio aberto O Capitão e a Sereia, do Clowns)

Vídeo com as pessoas que estão fazendo a Oficina.

2º Dia Seminário A Música da Cena O Capitão e a Sereia

2º Dia Seminário A Música da Cena O Capitão e Sereia

Montagem do Cenário O Capitão e A Sereia




Seminário A Musica da Cêna na Terrerira da tribo 1 primeiro dia Clonws...

Seminário A Música da Cena na Terreira da Tribo

Abertura Seminário Música da Cena

domingo, 3 de abril de 2011

Seminário Música da Cena


O Seminário Música da Cena acontecerá de 6 a 8 de abril na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186), às 20 horas, com entrada franca, reunindo músicos, compositores e atores para debaterem as criações musicais no teatro brasileiro contemporâneo. O Seminário Música da Cena faz parte do Projeto Conexão Música da Cena que a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare, de Natal (RN), estão desenvolvendo neste ano com o apoio do Programa Rumos Itaú Cultural de Teatro. Durante o Seminário será realizada na parte da manhã, nos dias 7, 8 e 9 de abril, das 9 às 13 horas, a oficina A música da cena: princípios da atuação polifônica para o ator e o músico com Marco França, diretor musical do Clowns de Shakespeare. As inscrições gratuitas serão realizadas no dia 5 de abril na Terreira da Tribo, das 9 às 18 horas.


A partir da prática dos grupos, o Projeto Conexão Música da Cena prevê uma série de atividades relativas à investigação da linguagem musical no teatro. Além da troca em si entre os grupos – com encontros, seminários e oficinas programados no mês de abril em Porto Alegre e agosto em Natal – será realizado um mapeamento eletrônico dos profissionais ligados à música para a cena no país. A partir do levantamento destes profissionais – músicos, compositores, arranjadores, diretores musicais, etc. – será enviado um formulário com questões acerca da prática destes profissionais, no intuito de um primeiro levantamento de quem trabalha nesta área no Brasil. O registro deste processo desenvolvido pelos grupos – tanto nas atividades à distância, quanto nos encontros presenciais – poderá ser acompanhado através deste blog e nas publicações Cavalo Louco – Revista de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e Revista Balaio, do Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare. Na etapa em Porto Alegre, os dois grupos desenvolverão de 6 a 12 de abril experimentos cênicos com ênfase na pesquisa musical. Os experimentos serão direcionados também a investigar as diferenças entre o trabalho musical para o teatro na rua, palco e espaços alternativos. O resultado destes dias de intercâmbio será apresentado em Ensaio Aberto ao público no dia 12 de abril, às 20h, na Terreira da Tribo.


Programação Seminário Música da Cena:


Dia 6/4, quarta-feira – Bate papo “O uso da música nos processos de criação do Clowns de Shakespeare e Ói Nois Aqui Traveiz”, com participação dos grupos teatrais e dos músicos Marco França e Johann Alex de Souza


Dia 7/4, quinta-feira – Ensaio aberto do espetáculo “O Capitão e a Sereia” do Clowns de Shakespeare e bate papo sobre o uso da música no espetáculo


Dia 8/4, sexta-feira – Debate “A música para teatro em Porto Alegre”, com participação de Flávio Oliveira, Luiz André da Silva, Johann Alex de Souza e Marcos Chaves.


Palestrantes:


Marco França Músico profissional, tecladista, compositor, produtor musical e arranjador, participou de diversas gravações de CDs e shows com vários artistas nacionais e internacionais. No teatro atua como diretor, ator e diretor musical do grupo de teatro Clowns de Shakespeare, onde desenvolve pesquisa musical com base na preparação do ator e na criação cênica a partir de jogos musicais.


Johann Alex de Souza Músico profissional há mais de vinte anos, atuando como instrumentista, compositor e professor de educação artística. Graduou-se no curso de Licenciatura em Música pela UERGS/FUNDARTE e fez especialização em Pedagogia da Arte FACED/UFRGS. Compôs música de cena para o grupo teatral Vento Forte (SP) e Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, para quem realizou, entre outras, a trilha de “Aos que virão depois de nós - Kassandra in Process”, melhor trilha sonora original no Prêmio Açorianos 2002 e melhor música no Prêmio Shell de Teatro 2007. Em 2008 finalizou seu primeiro CD, em parceria com a cantora Leonor Melo, intitulado Ópera de Quarto.


Flávio Oliveira Compositor e pianista, é licenciado em Grego e Português pela UFRGS. Estudou composição com R. Schnorrenberg, A. Albuquerque e W.C. de Oliveira dentre outros mestres. Exerceu atividades docentes na área de composição, orquestração e análise no IA-UFRGS, ECA-USP, ILA-UFSM, Conservatório Musical-UFPEL e FUNDARTE. Suas composições tem sido apresentadas no Brasil e no exterior e várias estão disponíveis em CDs. Compõe para o teatro desde 1964, sendo que muitas de suas músicas de cena receberam prêmios locais e nacionais.


Luiz André da Silva Regente, compositor, arranjador e instrumentista, diretor musical e produtor de diversos espetáculos de música e teatro, diretor fundador da Escola de Música EArte.


Marcos Chaves Artista teatral e musical, formado em Música pela Universidade Federal de Pelotas, Especialista em Encenação Teatral pela Universidade Regional de Blumenau e Mestrando em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul com pesquisa na sonoridade da cena teatral. Ator, criador de trilha sonora, preparador vocal e diretor musical de "O Avarento" (2009) e "Tartufo" (2011), espetáculos que integram a premiada trilogia "As Três Batidas de Molière" do Grupo Farsa de Porto Alegre.


ENSAIO ABERTO: O CAPITÃO E A SEREIA do Clowns de Shakespeare

Dia 7 de abril, às 20h, na Terreira da Tribo A dramaturgia tem como livre inspiração a obra homônima de André Neves, pernambucano radicado em Porto Alegre, cujo livro foi um dos finalistas do Prêmio Jabuti 2008 de literatura infantil. O autor criou a história de Marinho, um sertanejo que cresceu ouvindo histórias e canções sobre o mar, o que acabou lhe gerando uma grande paixão. Com o tempo Capitão Marinho desenvolve a habilidade de contar histórias e resolve montar uma trupe de mambembes para sair pelo sertão a encantar as pessoas com suas histórias marítimas. Tudo ia bem até o dia em que simplesmente resolve deixar o grupo e decide finalmente conhecer o mar. Porém, ao invés de contar a saga do herói que parte em busca do seu sonho, os Clowns de Shakespeare escolheram contar a história da trupe que ficou.


OFICINA A música da cena: princípios da atuação polifônica para o ator e o músico

De 7 a 9 de abril, das 9h às 13h

Inscrições: dia 5 de abril, das 9h às 18h, na Terreira da Tribo

Voltado para atores, bailarinos, diretores e músicos, a oficina parte da prática desenvolvida pelo Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare em sua pesquisa musical, em diálogo com os princípios da atuação polifônica proposta pelo Maestro Ernani Maletta (UFMG), esta oficina apresenta possibilidades de uma prática de criação musical como elemento de construção cênica. Os procedimentos utilizados em sala de ensaio pelos Clowns de Shakespeare são trabalhados através de estruturas coreográficas, desenhos rítmicos, de exercícios vocais, pequenas canções e do canto coral, tendo como foco a transposição de elementos de composição musical (ritmo, pulsação, timbre, etc.) para a composição da cena.


Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare

Criado há dezessete anos em Natal, Rio Grande do Norte, o grupo vem desenvolvendo uma investigação com foco na construção da presença cênica do ator, a musicalidade da cena e do corpo, e teatro popular e comédia, sempre sob uma perspectiva colaborativa. Mesmo sem trabalhar diretamente com palhaço, a técnica do clown está presente em sua estética, seja na lógica subvertida do mundo, seja na relação direta e verdadeira com a platéia, seja no lirismo que compõe o universo desses seres. Além, é claro, de toda sua carga cômica. As comédias shakespearianas vieram a contribuir para essa pesquisa. Sem adotar uma atitude “museológica” sobre o bardo, no entanto sem desrespeitar a sua genialidade, o desafio tem sido encontrar, na universalidade da obra do dramaturgo, o que faz sentido para o grupo. No seu currículo, o grupo trás importantes conquistas que conferem uma posição de referência na cena potiguar e nordestina.


Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz surgiu em 1978 com uma proposta de renovação radical da linguagem cênica. Durante esses anos criou uma estética pessoal, fundada na pesquisa dramatúrgica, musical, plástica, no estudo da história e da cultura, na experimentação dos recursos teatrais a partir do trabalho autoral do ator. Não se limitando à sala de espetáculos, desenvolveu uma linguagem própria de teatro de rua, além de trabalhos artístico-pedagógicos junto à comunidade local. Abriu um novo espaço para a pesquisa cênica - a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, que funciona como Escola de Teatro Popular, oferecendo diversas oficinas abertas e gratuitas para a população. A organização da Tribo é baseada no trabalho coletivo, tanto na produção das atividades teatrais, como na manutenção do espaço. O Ói Nóis Aqui Traveiz segue uma evolução contínua e constitui um processo aberto para novos participantes. Para a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz o teatro é instrumento de desvelamento e análise da realidade: a sua função é social, contribuir para o conhecimento dos homens e ao aprimoramento da sua condição.